Brazilian student, sometimes a writer, lover of books and movies, blogger and weird. • Harry Potter, J.K. Rowling, Meryl Streep, Colin Firth, Alan Rickman, Jack Nicholson, Lana Del Rey.

Shall we dance?
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NOS BASTIDORES DE MAMMA MIA! (ONESHOT)

 ****FICÇÃO****

INTRODUÇÃO

Há bastante tempo Meryl vinha escutando somente músicas do ABBA. Ela precisava treinar, se preparar, afinal as gravações de Mamma Mia! estavam caminhando à todo vapor. Ela ouvia a banda em todos os lugares: em casa, no carro… Já sabia as letras de cor, afinal já as conhecia bem antes do projeto.

            Meryl se lembrava claramente do quanto tinha ficado feliz quando viu o musical no teatro e quanto aquilo havia lhe feito bem.

            As letras de todas as canções lhe enchiam de vida, lhe davam vontade de ser feliz e elas falavam de amor…

            Tinha tudo sido tão mágico enquanto estavam na Grécia gravando.  Tudo, inclusive os outros atores que compunham o elenco: Colin era um perfeito cavalheiro, engraçadíssimo. Assim também era Stellan, que também era maravilhoso. E Pierce… ele era um ótimo amigo e Meryl já o conhecia há bastante tempo. O fato é que tudo naquela ilha era tão lindo e a própria história de Sam e Donna era tão fabulosa que talvez Meryl e Pierce talvez tivessem confundido um pouco as coisas.

PARTE I

Tinha sido um dia cansativo, mas o clima era tão bom que o cansaço quase nem era sentido. As filmagens na ilha já estavam na reta final e após um dia de gravação já poderiam voltar para os estúdios e gravar o restante no magnifico e realista cenário que haviam construído.

Meryl sentia falta de Don, seu marido. Sentia falta de seus abraços e de toda a segurança que ele lhe transmitia. Mas, já estavam acostumados com viagens de trabalho.

Meryl acabara de chegar no hotel e a já estava bem escuro.

 “Uma noite linda” – pensou.

Ela gostava do hotel. Era bem grande e aconchegante, com uma área de lazer linda que continha uma piscina maravilhosa. Dava para ver a praia da janela de seu quarto. Dava até para ouvir o barulho do mar, afinal, era só atravessar uma avenida, caminhar um pouco e lá estaria a praia e sua magnificência.

Meryl atravessava o saguão enquanto viu Julie e Amanda descontraídas rindo tão calorosamente com uma das recepcionistas que, mesmo sem saber do que se tratava, Meryl foi contagiada e também esboçou um sorriso.

Todo o elenco, direção, apoio, enfim, todos os envolvidos em Mamma Mia! estavam no mesmo hotel.

Meryl entrou no elevador e encontrou com Colin e Phyllida lá dentro. Phyllida ria descontroladamente enquanto ouvia Colin argumentar, com falsa indignação:

- Phyllida, você tem certeza? Glitter? Salto alto? Phyllida, eu tenho mulher e filhos! Que tipo de pai eles vão achar que eu sou? Eles serão vitimas de valentões na escola. Posso até ver: meus filhos trancados em armários e dois garotos bombados e repetentes cantando Waterloo. Você quer isso mesmo? Ah, olá Meryl! Viu como Phyllida pretende encerrar o filme? Vai pro seu quarto?

- Sim, para o quarto. Obrigada – Colin apertou os botões – E vi sim. Achei fabuloso. Bem fiel à peça – Meryl também ria.

- Tem certeza? Estragar a vida das minhas crianças? E quanto à minha esposa, ah meu bom Deus!…

– As faixas… com os nomes… – Phyllida lembrou e as gargalhadas foram às alturas.

- Vai ser divertido! Imagine só… – Meryl completou.

- Mas, Meryl, veja bem… – Colin recomeçou, mas foi interrompido por uma parada no do elevador. 

Era o andar de Meryl e ela desceu, mas não antes de dizer:

- Ah, vamos lá Colin. Você já fez coisa pior com roupas de couro em frente ao espelho… – Mais risos.

Colin lhe lançou um olhar indignado e depois começou a rir. Meryl pôde ouvi-lo falando “E é por isso que eu amo essa mulher” enquanto as portas do elevador se fechavam.

            PARTE II

Meryl chegou no seu quarto, abriu a porta, jogou a bolsa em cima de uma poltrona, tirou os sapatos e então finalmente, foi tomar seu tão desejado banho.

Meryl cantava Super Trouper baixinho e quase inconscientemente dentro da banheira. Então, se vestiu com um roupão, foi até o mini-bar, retirou uma garrafa de vinho, uma taça e o script, afinal era sempre bom reler.

Voltou para a banheira, se serviu de vinho e ficou totalmente concentrada no roteiro.

Todas as suas falas já estavam destacadas, mas por alguma razão desconhecida, ela só lia as cenas que envolviam Sam e Donna.

Ela se distraiu totalmente e por sua vontade, demoraria muito tempo para sair. Vontade essa realizada, afinal perdeu a noção do tempo e ficou chocada quanto saiu do banheiro e viu que havia passado mais de duas horas lá.

***

Meryl havia acabado de colocar um vestido leve quando a janela lhe chamou atenção. A lua estava cheia e brilhante, iluminando a noite com um brilho perolado.  Dava para ver todas as estrelas. 

Não era a coisa mais sensata a fazer, ela sequer gostava muito de praias, mas Meryl colocou um casaco, calçou suas sandálias e foi à caminho do mar. Lá, sob as estrelas, sentindo a areia fazer cosquinha em seus pés e o vento soprar no seu cabelo, era o lugar em que ela mais desejava estar agora.

Depois de andar cerca de cinco minutos já sobre a areia da praia, Meryl ouviu alguém gritar seu nome. Num primeiro instante, pensou ser algum fotógrafo embora tivesse pensado conhecer aquele sotaque. Como toda a equipe do filme estava ali,  constantemente apareciam alguns paparazzi. Alguns se contentavam em ser discretos e tirar as fotos de longe, mas alguns mais insistentes resolviam arriscar. Tudo pelo melhor ângulo. Esse provavelmente era um desses. De qualquer forma, após algumas fotos e alguma conversa pequena, eles iam embora.

Portanto, Meryl resolveu ceder.  Ela girou os olhos e olhou para trás. O que ela viu, combinou com a voz estranhamente familiar, afinal não era nenhum fotógrafo ou paparazzi e sim Pierce Brosnan correndo em sua direção.

Meryl sorriu e aguardou que ele chegasse. Não esperava companhia, mas pensando bem, até que seria bom ter alguém com quem conversar. O espetáculo natural da noite na Grécia era, de qualquer forma, bonito demais para ser visto sozinho.

Pierce chegou até Meryl e se inclinou para frente, apoiando as mãos em seus próprios joelhos, ofegante. Meryl olhava para ele com doçura enquanto sorria.

- Acho que estou ficando velho. – Pierce também sorriu enquanto falava.

- Ah, meu querido! – Meryl o consolou. – Você é o James Bond! – E ambos desataram a rir.

Continuaram a caminhar, a maré alta e indecisa, às vezes cobria seus pés, às vezes não, seguindo o fluxo de idas e vindas das ondas do mar.

Meryl e Pierce caminharam à beira do mar por vários minutos e depois de muitos risos, resolveram se sentar, bem no limite divisor de areia e água. Após um tempo parados em silêncio, Pierce comentou:

- A lua está fascinante.

 - Sim, ela está. Adoro admirá-la porque, você sabe, acho que ela merece. Quero dizer, não importa o que aconteça, ela sempre está lá. Mesmo de dia, quando o sol vem e ilumina mais. É difícil de ver, mas ela ainda está lá. Está esperando a sua hora de brilhar. – Meryl respondeu.

- E muitas pessoas nem percebem. – Pierce completou e olhou para Meryl, que retribuiu o olhar com doçura.

Ficaram fitando um ao outro, tentando desvendar os mistérios escondidos por trás da retina.

Pierce tocou a mão de Meryl e a segurou.

Meryl sentiu um arrepio percorrer seu corpo. O toque de Pierce já havia se tornado familiar, mas agora era diferente. Não havia diretor vigiando a precisão de cada movimento, as falas não estavam programadas num roteiro e os mais importante: não importa quanto tempo ficassem ali, nenhum dos dois de repente teria que começar a cantar.

Meryl sorriu e chegou mais perto de Pierce, se aninhando em seu pescoço. Pierce passou o braço por trás de Meryl e a abraçou.  Voltaram a admirar as ondas do mar e o brilho da lua.

Pierce era tão bonito, tão engraçado e atencioso. Parecia entender o que Meryl queria só de olhar em seus olhos. Parecia entendê-la tão bem quanto talvez nem ela mesma entendesse. Era tão provocante, tão tentador.

Mas Meryl sabia que não passaria de uma noite. Sabia que a magia da Grécia iria acabar, sabia que ela lembraria que odeia calor. E quando isso acontecesse, ela sabia que iria se arrepender.

Acima de tudo, sabia que a pessoa que de fato a conhecia intimamente - cada detalhe e cada vontade - não era Pierce.  Sabia que não era ao lado de Pierce que acordava todos os dias, sabia que não era Pierce o motivo de sua felicidade constante e que não era por Pierce que seu coração saltava à boca.

Don Gummer era seu verdadeiro e profundo amor. Don Gummer era sua grande alma gêmea. Don Gummer era quem proporcionava os melhores momentos da sua vida. Era quem lhe deu seu maior presente: sua família.

Ainda assim, várias pessoas já haviam dito que havia uma química entre Pierce e Meryl.  Ambos sempre levaram na brincadeira. Sempre foram grandes amigos, companheiros, cúmplices – que, ela admitia, talvez juntos parecessem um casal bem quente. Mas era só isso, nada além de grandes e maravilhosos amigos.

Pierce olhava para o mar quando Meryl se desvencilhou de seu abraço e o beijou suavemente. Pierce segurou a mão de Meryl e sorriu para ela enquanto dizia:

- Eu sei, minha querida. Eu sei.

FIM



I’m a goddamn marvel of modern science





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I love you, my Queen. I have no words to say how much I love you. I admire and respect you for your bravery, for your courage and for your intelligence. Thanks for everything Jo, you have no idea how important you are to me. xxx



I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn’t the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then.”